Obama e a Grécia Antiga
Aprendi nos tempos de escola que a Grécia é o berço da civilização e da democracia, isso há 2.500 anos. Na democracia grega as assembleias eram formadas não por representantes da população, como é hoje, mas pelos próprios cidadãos, ou seja, era uma democracia direta. No entanto, a Grécia Democrática era uma nação escravagista e aquela civilização se sustentava muito graças a isso.
Avançando no tempo temos os EUA, a maior democracia do planeta. O caso da primeira eleição do Bush, quando o mundo conheceu o lado podre do complicado sistema eleitoral americano, onde o candidato mais votado não foi eleito, fora as acusações de fraudes…
A eleição de Barack Obama, no entanto, nos faz ver o outro lado da moeda. As prévias do partido democrata e republicano, com vários pré-candidatos, faz pensar que o sistema bi-partidário pode sim ser democrático, abrindo espaço para um jovem político negro chegar ao poder.
Isso emocionou a muitos por todo planeta, ainda mais após o governo de George Bush (duas vezes eleito pelo mesmo sistema) ter representado um período de trevas para a a política e diplomacia internacional.
Barack chega com uma proposta de utilizar a tecnologia a favor da democracia que merece nossa atenção. O Brasil acha que seu sistema eleitoral é moderno, por causa da urna eletrônica. Mas após a eleição não há sistema nenhum de controle. Há até iniciativas pontuais, mas ainda é pouco.
Impossível não fazer analogias do governo Obama com o Governo Lula. Ambos representaram vitórias do sistema democrático. Além disso, o governo Lula também representava a esperança de mudanças profundas no país. Por conta disso podemos manter um pé atraz com Obama, já que já conhecemos o final deste tipo de enredo. Ninguém consegue atender as expectativas de tanta gente, ainda mais quando assumem com o nível de responsabilidade e dificuldade econômica que ambos assumiram. Além disso, o sistema político é montado para evitar grandes mudanças.
No Brasil, o governo federal publica seus gastos na internet, no Portal da Transparência. Apoiou também a adoção de software livre no goberno, para economizar com licensas de softwares propritários. O caso dos cartões corporativos e a lenta adoção de softwares livres pelo governo, mostram que as iniciativas tinham suas limitações e não foram abandonadas conform a conveniência.
No entanto Barack vai além: usa facebook, twitter, salesforce.com, blog enfim, coloca a tecnologia como no centro da gestão pública e com claro objetivo de aproximar a população do governo.
Só o tempo dirá se tal ímpeto vai dar resultados, mas sem dúvida há um sentimento de seriedade na iniciativa americana. E o mundo inteiro ganha com isso.



Segundo o 