Movido por Desafios

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Os Cabeças-de-Planilha, de Luis Nassif

Eu acabei de ler o livro do Luis Nassif, Os Cabeças-de-Planilha. Como já disse no meu twitter pude entender um pouco melhor o meu país.

Já acompanho o blog do Luis Nassif há algum tempo e o conheço como comentarista de TV há mais tempo ainda. No livro, Nassif é bastante crítico do Estado voltado para o mercado financeiro, em detrimento das atividades produtivas, explicitando como os economistas que elaboraram e implementaram o “Plano Real”, em 1994, tomaram decisões que favoreceram o ganho de dinheiro pelo mercado financeiro, para depois se beneficiarem, como sócios ou administradores de empresas do setor.

No livro também há uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mostrando que mesmo com toda a sua erudição acadêmica, ele não podia saber tudo e ficou vendido nas mãos desta equipe econômica. Argumenta que o importante foi a eficácia do Plano Real em acabar com a inflação, mesmo que o custo tenha sido o do endividamento do país e conseqüente enriquecimento de elites financeiras.

Na entrevista, FHC deixou claro também que a política, mais do que a arte de fazer escolhas, é a de fazer o que é possível, em que mesmo um presidente bastante popular e preparado como ele não teve poder para realizar as mudanças que, na opinião de Nassif, teriam colocado o Brasil rumo a tornar-se um país de destaque no cenário mundial e não a economia satélite que é e sempre foi, muito pelas descisões tomadas, também em outros episódios, beneficiando a elites nacionais e não a toda a população.

Ajude as Vítimas das Enchentes de Santa Catarina!

A Rede Federal de Educação Tecnológica (onde fiz meu curso de Técnico em Química, na época em que o CEFET era Escola Técnica) está se mobilizando para arrecadar doações para as vítimas das enchentes de Santa Catarina.

Eu, cearense que sou, conhecedor do outro lado da moeda, e morador do Rio de Janeiro, onde de vez em quando uma dessas acontece, entro nesse esforço de divulgação da capanha de arrecadação. Se você mora perto de algum CEFET, não deixe de ajudar levando roupas e alimentos não-perecíveis a quem perdeu tudo.

A Defesa Civil de Santa Catarina fez a lista do que os desabrigados pela chuva mais precisam. A lista é a seguinte, por ordem de importância:

-Água potável (água mineral);
-Alimentos não perecíveis em embalagens de 1kg, 1 litro, latas, etc. (arroz, feijão, farinha, fubá, macarrão, óleo, sopas prontas);
-Material de higiene pessoal, como escovas e pasta de dente, sabonetes, absorventes femininos e fraldas descartáveis;
-Produtos de limpeza;
-Roupas para bebês, crianças, jovens e adultos (de ambos os sexos);
-Toalhas, cobertores, lençóis.

Doações em dinheiro – Podem ser feitas diretamente no Fundo Estadual da Defesa Civil de Santa Catarina, no Banco do Brasil, Agência 3582-3, conta-corrente 80.000-7.

Para orientações e outras formas de ajudar recomendo ler este link do G1

Crime Se Organizando

Quando se fala em crime organizado no Brasil a primeira lembrança que me chega é a da turma do tráfico de drogas. É inegável que é preciso organização para trazer a droga da fonte (Colômbia, p.e.) até os morros cariocas. Mais ainda para defender territórios e fazer a grana circular. Se o crime fosse tão organizado quanto dizem, já teriam dominado a cidade tal a falta de resistência representada pela polícia e poder público em geral. Minha tese é que na verdade a coisa funciona mesmo porque tem muito dinheiro em jogo. Só isso justifica que mesmo a polícia apreendendo grandes quantidades de droga os empreendimentos não quebrem. O lucro é tanto que consegue compensar as ineficiências do processo.

Onde há grande lucro a organização não é tão importante, cabendo alguma ineficiência. Se a droga fosse legalizada, talvez fosse preciso organizar muita coisa, por conta da concorrência, já que o usuário passaria a ser consumidor (com código e tudo mais).

Onde eu consigo enchergar, de fato, mais organização é nessas quadrilhas que se disfarçam de empresas. Sem dúvida há muito dinheiro envolvido, mas é que para parecer um negócio legal, é preciso se organizar. A organização serve menos ao negócio que para a sua aparente legalidade. Assim, a empresa é uma firma de  consultoria, filantrópica, ONG ou mesmo agência de publicidade. Capanga é colaborador, matador é segurança, advogado é prestador de serviço e os corruptos e corruptores são consultores ou prestadores de serviço. Enfim, eles parecem ser mais organizados, no melhor estilo “Poderoso Chefão 2 e 3″. Enfim, numa sociedade tão mal resolvida como a nossa, acho que os advogados e outros profissionais autônomos ainda são muito necessários, bem mais do que engenheiros ou médicos, infelizmente.

Reportagem ou Documentário?

Isso sim é jornalismo verdade:

Fonte: JB

Codinome Traficante

Outro dia notei que os bandidos do Rio adoram usar codinomes. Desde o tempo do Escadinha, até os mais atuais, Choque, Batman, etc. Tem até Liga da Justiça! Uma coisa que aprendi lendo quadrinhos é que certos escritores não gostavam de utilizar os codinomes dos personagens, preferindo que estes utilizassem os próprios nomes. Acho qe isso era bom para tornar os heróis pessoas mais próximas dos mortais e mostrar o cotidiano dos personagens. Assim o Wolverine virou Logan, a Tempestade virou Ororo e por aí vai. Eu, que tenho dificuldades para guardar nomes até aprendi os nomes deles.

Descobri pesquisando para este artigo que os codinomes foram popularizados pelos militares na segunda guerra mundial e depois pelos espiões. Ou seja, a razão dos personagens de quadrinhos usarem codinomes é para destacar, creio eu, seu aspecto guerreiro, bélico e investigativo. Claro que para alguns, que se escodem atrás de máscaras (BATMAN, HOMEM-ARANHA, etc) o codinome serve para preservar suas identidades secretas.

O fato é que esses bandidos têm que comer muito feijão para chegar aos pés de um Coringa ou Lex Luthor. Pena que a polícia não tem nenhum x-men, nem mesmo x-force, e que no Rio até o BATMAN é miliciano…

Download de Podcasts de Max Gehringer com Wget

Para baixar um podcast do Max na CBN usando o wget numa pasta chamada “max”

wget -P max/ http://download3.globo.com/sgr-mp3/cbn/2008/colunas/max_AAMMDD.mp3,

onde A - ano, M - mês, D - dia (sempre em dois dígitos, incluindo o ZERO)

Assim, para baixar o mês inteiro (por exemplo setembro 2008)

De 1 a 9

wget -P max/ http://download3.globo.com/sgr-mp3/cbn/2008/colunas/max_08090{1..9}.mp3

Do dia 10 em diante

wget -P max/ http://download3.globo.com/sgr-mp3/cbn/2008/colunas/max_0809{10..31}.mp3

Para salvar os de 2007

wget -P max/ http://download3.globo.com/sgr-mp3/cbn/2007/colunas/max_070{1..9}0{1..9}.mp3;

wget -P max/ http://download3.globo.com/sgr-mp3/cbn/2007/colunas/max_070{1..9}{10..31}.mp3;

wget -P max/ http://download3.globo.com/sgr-mp3/cbn/2007/colunas/max_07{10..12}0{1..9}.mp3;

wget -P max/ http://download3.globo.com/sgr-mp3/cbn/2007/colunas/max_07{10..12}{10..31}.mp3

O Horário Não É Gratuito

Eu pensava que as empresas de comunicação eram obrigadas a arcar com o prejuízo durante a exibição do horário eleitoral gratuito, como se isso fosse o preço que pagariam pela concessão pública. Hoje descobri que não é bem assim. As emissoras de rádio e TV são “ressarcidas” por isenção tributária.

“A propaganda eleitoral gratuita deste ano vai custar aos cofres públicos R$ 242,3 milhões. Esse é o valor que a Receita Federal vai deixar de arrecadar com a isenção fiscal concedida às emissoras de rádio e televisão para transmitirem as propagandas dos partidos.”

Fonte: Vi o Mundo

Cena Urbana

Só pra contrastar com meu post anterior, o palco de um bom dia de sábado para mim foi o lugar onde começou o inferno para outra, como se pode conferir neste relato no Blog do Góes.

Eu entrei para a estatística na noite de segunda-feira, estacionando meu carro numa daquelas pseudo-ilhas de segurança da cidade, a que chamamos de shoppings. Fui rendido no nível Américas do estacionamento do Barrashopping por volta das 19 horas, quando acabava de desembarcar. O bandido que me abordou estava armado e entrou no banco de tràs, e logo outro tomou a direção do carro, saindo do shopping tão tranquilamente como eu havia entrado momentos antes. Ali começou uma viagem de quase três horas, passando por Linha Amarela, Avenida Brasil e Dutra que me levou até uma estrada vicinal na região de Engenheiro Pedreira, na Baixada, e acabou em Irajá.

Como diz o outro, loucura, loucura, loucura…

Tragédia na Tijuca

Eu moro no Rio de Janeiro.
Eu moro na Tijuca.
Eu tenho um filho de 3 anos.
Eu tenho um carro preto.
Eu também frequento festas infantis aos domingos.
A tragédia podia ser com a minha família.
Meu Deus, até quando?
Noto como as vítimas da violência costumam se unir contra o inimigo comum: a impunidade e a letargia. Será que somente as vítimas percebem a seriedade da situação, como que acordados de um transe?
Meu pesar por mais essa vítima da violência do Rio.

“Violência é o último refúgio dos incompetentes” - Isaac Asimov

Noite Tricolor

No dia em que o Fluminense venceu do São Paulo, na segunda partida das quartas-de-final da Libertadores da América deste ano, lembro que estava sentindo que o time venceria, como de fato venceu de 3 a 1, com um gol no último lance da partida. Foi um vitória épica. Hoje o time entra precisando fazer um resultado ainda mais difícil: entra perdendo de 2 a 0. Hoje estou mais pensimista: não estou sentindo o mesmo que naquela noite e ainda não me conformei com alguns gols bobos tomados no Equador.

No jogo contra o Boca, na semi-final, o sentimento era diferente: sentíamos que o adversário era superior e que teríamos de nos superar, mas começávamos o jogo em vantagem, pelos dois gols marcados na Argentina. Vencemos novamente de 3 a 1 em outra partida inesquecível.

Finalmente hoje o problema é outro: o adversário é um finalista de Copa Libertadores, que eliminou times argentinos e um mexicano empatando fora de casa. Assim, o FLU entra em campo com os dois probemas enfrentados nas quartas e semi-finais: resultado adverso (como contra o São Paulo) e adversário com bom restrospecto jogando fora de casa (como no caso do Boca).

Enquanto escrevo ainda não sei o resultado da partida de hoje contra a LDU. O título seria um final perfeito para a campanha maravilhosa do time. Hoje digo que a missão do FLU é a de lutar até o fim, finalizando da melhor forma possível. Enfim, acho que essa libertadores já trouxe muita alegria para o torcedor tricolor, já é inesquecível. Se o destino for ser vice, vou guardar essa campanha na memória da mesma forma, com amor pelo time renovado.

Viva FLUSÃO!!!

ATUALIZANDO: FLU perdeu a final nos pênalties, depois de vencer por 3 x 1 no tempo normal (de virada) e empatar em 0 x 0 nos 30 minutos de prorrogação. O destque foi o goleiro da LDU, que levou três gols no tempo normal, mas defendeu três cobranças de pênalties. Thiago Neves foi herói (fez os três gols do FLU) e vilão (perdeu a segunda pênalty do time). Uma pena! A história ficou sem um final feliz para o FLU e a cidade sem uma festa linda. Verdade que a LDU tinha até mais tradição em Libertadores, mas nesta a melhor campanha foi do FLU, que merecia mais. Faltou um pouquinho de sorte (e mais um atacante inspirado, além do Thiago Neves). A defesa decepcionou também, mas o time mostrou exemplos de superação, durante toda a campanha, que devem ser levados para a vida. Valeu FLUSÃO: o sonho não acabou.

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