Para os Nostalgicos de Plantão: Computadores dos Anos 80
Alguns eu ainda acho bem legais! Sem falar que os teclados costumavam ser bem melhores…
Fonte: Techshit
Alguns eu ainda acho bem legais! Sem falar que os teclados costumavam ser bem melhores…
Fonte: Techshit
1998 foi um ano muito especial. Além de marcado por nosso vice-campeonato no mundial da França. Naquele ano, em janeiro, eu desembarcava em Hamburgo/Alemanha para estudar por 13 meses na universidade Técnica de Hamburgo (TUHH). Foi um ano em que me dediquei bastante a aprender Inglês e principalmente Alemão, mais até que as disciplinas de engenharia qímica. Vivia com uma bolsa de estudos da CAPES e com o apoio local do DAAD.
Nesta época levei uma vida de universitário americano, morando pela primeira vez fora da casa dos pais, tendo de me virar sozinho. Além de conhecer algumas cidades alemãs pude conhecer outros paises (França, República Theca, Áustria e Holanda) e fazer muitos amigos.
Esse foi um tempo em que fui muito ao cinema e assisti muita TV. Além de relaxar, esses programas eram mais uma oportunidade para aprender a lingua local, já que por lá os filmes são dublados (como na itália) e não legendados como aqui no Brasil.
Algumas pessoas possuem memória olfativa, a minha está muito relacionada a filmes e musicas. Abaixo segue uma lista de músicas que fizeram sucesso naquele ano (pelo meno na Alemanha) e que me lembram muito aquela época, não que necesariamente eu goste.
Difícil selecionar somente uma, mas decidi colocar uma das Spice Girls (muito 98!):
Recebi esses dias, por email, um arquivo ppt interessante chamado “A Terra em Miniatura”. Simples e eficiente, dá uma idéia interessante sobre o mundo em que vivemos. Não garanto que as informações são corretas, mas vale pela idéia: “Se pudéssemos reduzir a população da Terra a uma pequena aldeia de exatamente 100 habitantes, mantendo as proporções existentes atualmente, seria algo assim:
Eu sou torcedor de dois times: Fortaleza e Fluminense. Um time do Ceará (minha terra natal) e outro do Rio de Janeiro (todo mundo que torce pra um time do Ceará torce por algum time de fora, “no meu tempo” fora era o Rio de Janeiro). Como não sou tão velho assim, infelizmente todos (ou quase todos) os jogadores da seleção já jogavam no exterior na copa da Itália, por exemplo. Assim, o jeito foi escolher um jogador que já tinha jogado no meu time, uma adaptação aos novos tempos. Cláudio Ibrahim Vaz Leal
, o Branco, gaúcho de Bagé, começou jogando num time que só tinha negros, daí o apelido. Muito jovem foi jogar no Fluminense, onde foi tricampeão carioca (83/84/85) e campeão brasileiro (84). Em 1986, jogou a copa do México, tendo sofrido o pênalti, que o Zico perderia, na partida de quartas-de-final decidida nos pênaltis contra a França. Na copa seguinte, 1990, na Itália, Branco jogou muito bem, tendo sido um dos destaques, mas tendo uma atuação apagada no jogo contra a Argentina, em que fomos derrotados com gol do Canigia após um passe de Maradona. Nesta partida Branco se queixou de mal estar após ter tomado “água” dos argentinos. Na época, Branco já atuava na Europa.
Foi na copa de 1994, nos Estados Unidos, comandado por Carlos Alberto Parreira, que fora seu técnico no Fluminense, que Branco acabaria campeão do Mundo, mesmo fora de forma e na reserva devido a uma contusão. Após a expulsão do Leonardo no jogo contra os donos da casa, foi essencial para o título, principalmente no jogo das quarta-de-final contra a Holanda, quando, após estar vencendo por dois a zero, o Brasil permitiu o empate dos holandeses, que só não viraram a partida por que Branco cavou uma falta, cobrou com maestria e acertou o gol.
É uma bela história! Mais que isso: ele me representou na seleção brasileira por muitos anos. Hoje não tenho mais representante na seleção, mas acho que não estou sozinho nessa. Tá difícil se identificar om os jogadores de hoje, que deixam o país antes de criar identificação com um time brasileiro e ficam milionários jogando em times estrangeiros.
Não sou uma pessoa de muitos ídolos. A clássica pergunta de quem seriam meus ídolos sempre me causaram uma certa sensação de que devia ter ídolos! Isso por que ídolo para mim eram pessoas às quais se devia uma idolatria que beirava o fanatismo ou ignorância. E essa atitude nunca me agradou.
Hoje, (isso mesmo: hoje), vindo para casa a idéia de ídolo retornou a minha mente e consegui, acho que pela primeira vez na vida, elencar de forma definitiva os meus ídolos. É uma lista curta, mas para mim mais que satisfatória. Muito do que sou e vivi estão bem representados nos meus ídolos. Identifico nestes defeitos, que não são suficientes para invalidá-los como meus ídolos, mas sim compõem suas personalidades e consequentemente até contribui para seu status de ídolos.
Aí vai minha lista de ídolos: Branco, ex-lateral-esquerdo do Fluminense e da Seleção Brasileira, Renato Russo, cantor e compositor da Legião Urbana, Lula, atual presidente brasileiro e Adevaldo, meu pai. Não consigo colocar mais ninguém nesta lista. Admiro outras pessoas, mas ídolos, aqueles em que me espelhei no passado ou ainda hoje. Vou escrever um post sobre cada na sequência, o primerio ainda hoje.
Ontem me lembrei (mais ou menos) de uma história que me ocorreu nos meus tempos de bolsista na UFC. Não lembro bem se no meu mestrado ou no meu doutorado, consegui uma bolsa de estudos da FUNCAP, Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Eis que um “manda-chuva” da fundação convoca uma reunião para dar “boas vindas” aos novos bolsistas. A única passagem inesquecível do seu discurso foi quando ele pediu para darmos valor àquela bolsa que estávamos recebendo, pois o Governo do Estado estava reservando uma verba considerável para financiar nosso estudos, isso num estado pobre como o Ceará. Por mais que seja compreensível, o discurso revelava algumas coisas:
- O paternalismo que as bolsas representavam;
- A falta de visão estratégica que o investimento em pesquisa representa;
- Uma visão de que é um luxo para estados pobres como o Ceará investir em pesquisa;
Isso vindo não de um político qualquer, mas de um representante (não lembro se presidente, diretor ou coisa que o valha) da instituição estadual responsável por incentivar o desenvolvimento científico e tecnológico do estado!
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