Movido por Desafios

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Era Lula x Era Barack Obama


Imagem de Tony the Misfit

Há um tempo atrás eu vi um discurso do Barack Obama no Congresso Americano. Por ele (e claro que o papel aceita qualquer coisa) tive a impressão de que um homem que já entrou para a história por razões raciais, quer marcar sua passagem por outras razões: ele quer transformar os EUA.

Os EUA são a maior potência do planeta sem ser modelo de edcação, política ambiental e hoje nem de economia estável. Barack quer retomar o pioneirismo que tornou os EUA o império que é hoje.

Quando vejo Barack Obama me sinto como na época em que o Lula assumiu a presidência. Ele sempre sofreu vários preconceitos. Nordestino, fala português errado, de esquerda. Escolha seu motivo. Fato é que muita gente achava que ele não ia dar certo por maus motivos. No dia de sua diplomação emocionou-se por ter chegado ali sem um diploma universitário. A trajetória pessoal de Lula encontrou-se com sua trajetória política.

Infelizmente ele decepcionou muitos de seus tradicionais aliados por outros motivos: fez um governo em coalizão com políticos que criticou a vida toda e utilizando métodos tradicionais que esperava-se que combateria. Mesmo assim, e passando por um escândalo que em outros tempos teria resultado em um impeachment, foi reeleito e alcançou uma popularidade histórica.

O que o destino reserva para Obama?

Devemos Proteger nossos Dados?

Em toda empresa há uma preocupação de que os dados dela não vazem para o público externo ou para a concorrência. Chama-se isso de segurança da informação. Certa vez no meu trabalho tentamos organizar um benchmark de nível de estoques entre várias empresas do mercado. Várias delas alegaram que não foram autorizadas a participar, apesar do sistema ser sigiloso (o objetivo de um benchmark é conhecer o mercado, não um concorrente específico). Havia o medo de que, já que haviam poucas empresas dispostas a participar, ficasse evidente qual empresa tinha o maior estoque, qual o menor, enfim, que as informações das empresas ficassem expostos. O que até era verdade.

Porém isso impediu que soubéssemos que nível de estoques era praticado pelo nosso mercado, na média, no mínimo e no máximo, o que poderia servir para que aqueles que estavam num nível mais alto buscassem reduzir seus níveis e os que praticavam os níveis mais baixos repensassem se não estava exagerando no controle de custos. Enfim, todos se beneficiariam, inclusive a sociedade, mas a tal segurança da informação atrapalhou. Talvez existam situações em que caiba o sigilo, mas na maioria das vezes há mais é medo de se expor mesmo. Não é apenas por saber algo da concorrência que queira dizer que eu consiga repetir seus resultados. No máximo me fará tentar. Caberia a concorrência correr atrás para manter-se melhor ou ir atrás de outros diferenciais.

Numa apresentação recente no TED, Bruce Berners-Lee fala da importância de conectar dados do mundo todo, incluindo governos e empresas,  o que poderia facilitar a vida de todos. Na comunidade científica incentiva-se a publicação dos resultados das pesquisas. Isso contrasta com a atitude de empresas, governos e forças militares. Tem fatos relativos a ditadura brasileira, por exemplo, envolvendo pessoas já falecidas, que continuam impedidas de serem divulgadas, privando que familiares saibam onde entes queridos estão enterrados, por exemplo.

O progresso da ciência justifica que acabemos com os silos de informação e incentivemos que ela seja universalizada. A internet, criada por Berners-Lee, já fez um contribuição para isso em muitas esferas, mas Berners-Lee defende que seja criada uma internet de dados, de modo que os bancos de dados do mundo todo saiam do isolamento da mesma forma que a internet interligou os computadores do mundo todo.

Sou um entusiasta da liberdade de informação. Pelo visto o criador da internet também. Creio que sempre será necessário algum nível de sigilo, mas somente quando houver um motivo, não apenas por precaução. Mais uma vez há mais temor e preguiça, que boas razões para manter as informações encasteladas.

Testemunha da História – II

Uma das coisas que tornam as eleições um processo muito chato é o fim das disputas direita-esquerda, que tornavam o pleito uma competição mais futebolística. Com a queda do mundo comunista os partidos ficaram cada vez mais parecidos e a competição perdeu o sentido.

Definitivamente estamos vivendo tempos de mudanças, com uma crise no maior expoente do capitalismo. Quando ela ocorria no Brasil, vinha o FMI e os economistas locais diziam que tínhamos de apertar o cinto. Lá fora o que fazem é socorrer os bancos quebrados, contrariando as leis de mercado, que diriam para deixá-los quebrar. O problema é que isso traria problemas para instituições financeiras aparentemente sólidas e gerar prejuízos a aposentados e trabalhadores. E americano não quer ouvir essa história de apertar o cinto. Tem mais é que continuar consumindo.

Enfim, a farra terminou e o Estado entrou pra arrumar a casa. Normalmente esse é o papel de um governo Democrata, nos EUA, com Roosevelt e com Clinton. Fica cada vez mais claro que a cartilha do FMI perdeu a validade. Keynes parece ter vencido a guerra com Milton Friedman. Depois da queda do mundo comunista e da União Soviética, é o fato geopolítico mais relevante que observei, sendo que não tenho certeza se é algo que já acabou, apenas o início de algo mais sério ainda, com EUA estatizando bancos ou até se dividindo em vários países em função dos diferentes interesses, algo que assombra a nação desde sua fundação.

Americanos no Que Eles São Muito Bons

Eu nunca estive nos EUA, mas uma coisa que ouço falar muito bem deles é quanto ao respeito ao consumidor. Outro dia vi uma reportagem dizendo que lá qualquer compra pode ser desfeita, basta voltar pra loja e pedir o seu dinheiro de volta. Comprou uma roupa, mas não gostou quando provou em casa, basta retornar à loja e pedir o dinheiro e volta. Aqui no Brasil é preciso comprovar defeito da mercadoria, em no máximo 7 dias, para receber o dinheiro de volta. Muitas lojas até permitem troca, ams isso não é uma obrigação legal, mas apenas uma prática de mercado. Um antigo chefe meu me contou que dificilmente os serviços lá falham, mas que quando faltou luz em sua casa, quando ele morou em Huston, não levou nem dez minutos entre ele comunicar o fato ocorrido e o problema ser resolvido.

Acabei de ter uma experiência parecida. Fiz um teste do Supply Chain Council (SCC), entidade americana que administra o SCOR. Após fazer o curso preparatório em São Paulo, no ano passado, recebi um email com um link para um site onde programei a prova com bastante antecedência, escolhendo local e data para realizar o teste. Confesso que achei fácil demais, mas confiei e simplesmente paguei para ver.

Imagem de milesb

Sábado passado fui até o local escolhido e lá estava me aguardando um brasileiro, que me tratou muito bem e me encaminhou para um terminal de computador onde fiz o teste, de modo totalmente automático, me lembrando a prova do Detran a última que tinha feito, no ano passado. Na tela do computador houve um tutorial de como seria a prova e depois disso eu comecei a responder às 70 questões com um cronômetro que mostrava a passagem das duas horas disponíveis.

O ponto negativo é que como escolhi um sábado à tarde, o prédio estava vazio, o que não deixa de aumentar, por outro lado, minha admiração pela eficiência dos americanos, que sem conversar comigo, através de um serviço on-line, agendaram um teste com um brasileiro no Rio de Janeiro com antecedência e precisão e ainda organizaram tudo sem que eu precisasse fazer mais nada que não fosse apenas clicar nos lugares certos.

Outro ponto falho foi que o resultado é enviado por email, podendo levar até quatro semanas. Será que a apuração é feita pela mesma turma que contou os votos do Bush em 2000?  As questões eram abcd e era fácil para a máquina gerar uma resposta. Ou seja: eles são muito bons no que fazem, esbanjam competência, mas são tão desconfiados…

Oportunidade de Emprego no Alasca

Em tempos de crise é bom ficar atento às oportunidades. Abaixo uma no Alasca

 Cargo: Topógrafo
 Local: Alasca
 Salário: US$200 por hora (isentos de impostos).
 Qualificação: Deve ser ligeiro!

Fonte: Nada Demais

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