Movido por Desafios

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Livros

Estabeleci uma meta de ler mais de 12 livros este ano (uma média de um por mês), tentando ler pelo menos 1 por mês. Tenho uma certa dificuldade de leitura, já que preciso de muita concentração para a tarefa, o que nem sempre é fácil no meu dia-a-dia. Além disso, como diria Homer Simpson, a maldita televisão insiste em criar programas cada vez melhores que me impedem a leitura!

De todo modo consegui em novembro de 2007 atingir a minha meta, dando-me tempo de até superá-la no ano passado. Infelizmente, em 2008 a coisa foi mais difícil. Isso por que, ao contrário do que desejava, passei vários meses deste ano sem terminar de ler nenhum livro, só conseguindo atingir os 12 livros no dia 31 de dezembro (o quarto livro do mês)! Minha idéia para 2009 é ver se adianto bem a leitura ainda no primeiro semestre, para poder administrar bem no segundo.

2007

1. A Escolha de Dra. Cole – Noah Gordon (Jan/07)

Livro que fecha a trilogia iniciada em “O Físico” e “Xamã”. Neste o “Dom” é herdado por uma mulher dos tempos atuais, que se muda para uma cidade no interior fugindo da medicina “comercial” que impera nas grandes cidades. Não deixa muito a desejar aos dois anteriores, embora a abordagem de temas atuais como aborto e “seguro saúde” não compense a falta da caracterização de época dos dois primeiros livros.

2. Desvendando os Quadrinhos – Scott McCloud (Jan/07)

Adoro quadrinhos, mas este é um livro sobre quadrinhos em forma de quadrinhos que desvenda os quadrinhos. Tenho a impressão que preciso relê-lo futuramente, pois não consegui tirar muita informação prática deste. Ainda assim, é uma ótima pedida para quem quer aprender um pouco mais sobre artes gráficas do ponto de vista técnico.

3. Virando a Propria Mesa – Ricardo Semler (Fev/07)

Após ler o livro de Jack Welch (ver abaixo) fica difícil gostar de outro livro, mesmo este tendo sido escrito por um brasileiro e antes do americano. Acho que o livro acabou envelhecendo…Talvez seja melhor tentar ler o seu novo livro (“Você está louco!”)

4. Paixão por Vencer – Jack Welch (Mar/07)

Simplesmente o melhor livro de negócios e administração que já li. Este anos acabei relendo, em função de uma “re-estruturação organizacional” (leia-se “dança de cadeiras”) na empresa em que trabalho. Se Maquiavel ensina o que é política, Jack Welch ensina o que é uma corporação (ou pelo menos como deveria ser). Fala de assuntos complexos com a simplicidades que revela a sabedoria acumulada em longos anos de trabalho.

5. Por Que as Pessoas de Negócios Falam Como Idiotas – Brian Fugere (Maio/07)

Esse é o tipo de livro cujo o título e a mensagem por traz dele é mais importante que o desenvolvimento da ideia contido no texto. É como se o autor tivesse lido uma tira de Dilbert e escrito um livro a partir dela. Dá a impressão que a ideia não sustenta o livro, precisando ser acrescida de alguns argumentos complementares. Ainda assim recomendo a leitura deste livro para aqueles que como eu vivem atolados no mundo corporativo.

6. Um Mundo Mágico (Calvin e Haroldo) – Bill Watterson (Jun/07)

Mais quadrinhos! Só que trata-se de Calvin e Haroldo. É como Simpsons, Dilbert e Snoopy: está quase que além das críticas, o que a cultura pop tem de melhor! E neste caso com elevadas doses de lirismo!

7. O Manual do Novo Gerente – Morey Stettner (Jul/07)

Esse foi pra bater meta (e não terminar o mês sem ler nada)! O livro é daqueles fininhos…Ainda assim  recomendo, embora não concorde com tudo que tá ali e ainda achar que o livro do Jack Welch ainda é mais útil.

8. A Meta – Eliyahu Goldratt (Ago/07)

Livro clássico de administração, que, de forma romanceada, explica os conceitos da Teoria das Restrições. Trata-se do livro que introduziu o termo “gargalo”, no dia-a-dia das corporações.

9. Tudo e Mais Uma Surpresa – Ray Romano (Ago/07)

Um dos livros de que mais gostei este ano (lido em apenas uma semana) trata-se de uma Autobiografia do comediante americano Ray Romano, protagonista da série “Everybody loves Raymond”, transmitido no Brasil pelo canal fechado Sony. Comprei por nove e noventa nas Lojas Americanas, mais por uma entrevista no David Letterman que a minha mulher assistiu do que pelo programa dele, que eu nuca assisti, mesmo sendo um aficcionado por TV. Boa pedida para quem tá afim de uma leitura descompromissada só pra relaxar. No livro Ray fala de suas experiências de vida, com foco no círculo familiar.

10. Transformando Suor em Sonho – Bernardinho (Set/07)

Um livro para os que gostariam de ver uma palestra de Bernardinho, não para quem procura detalhes da  trajetória vitoriosa do ex-jogador e atual treinador de vôlei, já que a narrativa serve mais para ilustrar suas idéias, como a confiança na preparação e no espírito de equipe para se atingir resultados. Boa leitura também para entender um pouco mais a “cabeça” de Bernardinho.

11. A Viagem do Descobrimento – Eduardo Bueno (Out/07)

Este livro de pouco mais de 100 páginas foi para mim uma prazerosa volta aos bancos escolares (sim, eu gostava da minha escola). Eu recomendo mesmo para aqueles que não guardam uma boa lembrança das aulas de história, já que o livro transforma em uma aventura os fatos que levaram ao “descobrimento do Brasil” por Pedr’Alvares (leia o livro!) e seus “companheiros” de viagem.

12. Água Viva – Eloi Fernandez y Fernandez (Nov/07)

Mais um livro de não-ficção. Eloi é militante da área de ciência e tecnologia, tendo sido secretário de estado do Rio de Janeiro. Após isso, atuou na área de petróleo, tendo sido diretor da ANP e criador da ONIP. O livro é uma coletânea de artigos publicados em diferentes jornais do país, em que Eloi destaca a importância do petróleo para o estado do Rio de Janeiro, o que não chega a ser difícil. A visão de Eloi é claramente à favor da chamada Lei do Petróleo (9.458/97), que, em suas palavras, tirou do estado o monopólio da atividade de
exploração de petróleo no território nacional que passou a ser exercida, em regime de concessão, por qualquer empresa, sendo o produto de propriedade desta sujeita, obviamente, a pagamento de participações governamentais, ou seja, impostos. Isso levou ao aumento desta participação (que já existia antes), o que na prática aumentou a motivação empresarial da Petrobras e os recursos de estados e municípios (particularmente no Rio de Janeiro). A leitura é recomendada para quem milita na área. Obs: este foi mais um livro encontrado nas Lojas Americanas por menos de R$ 10,00, um preço justo pelo livro (já que o autor teve o trabalho de reunir textos já escritos).


2008

1. Breve História Sobre Quase Tudo – Bill Bryson (Jan/08)

Esse é um livro que eu comprei logo quando lançaram há uns 2 anos atrás. Comecei logo a lê-lo, mas parei para ler outros e retomei sua leitura somente no final de 2007. Quem lê pode até achar que é um livro chato e tal. Nada disso! Recomendo bastante sua leitura! O escritor Bill Bryson fez uma grande reportagem tentando explicar a evolução do conhecimento científico. Claro que não dá pra explicar tudo (o título já alerta para este fato), mas o autor é muito feliz ao contar o que pode da história da ciência com foco nos cientistas do presente e do passado, deixando claro que são pessoas que construíram todo esse conhecimento, em muitos casos com bastante sacrifício, não faltando historias de fracassos e intrigas. Uma leitura agradável mesmo para quem não tem muito interesse no assunto e gosta de literatura-reportagem.

2. Calvin & Haroldo – E Foi Assim que Tudo Começou – Bill Waterson (Fev/08)

Mais Calvin e Haroldo. A Editora Conrad está publicando a coleção de Calvin e Haroldo no Brasil. O primeiro a ser lançado, no ano passado, cronologicamente corresponde às últimas tiras da dupla. Este segundo lançamento tem as primeiras tiras (como se pode ver pelo título). Na sequência a editora deve respeitar a ordem cronológica. É como Simpsons, Dilbert e Snoopy: está quase que além das críticas, o que a cultura pop tem de melhor!

3. O Caçador de Pipas – Khaled Hosseini (Jul/08)

Esse livro eu dei de presente de aniversário para minha esposa, que gostou bastante. Sempre tive preconceito contra “best-selers” muito badalados. Só que no caso deste livro, o sucesso é merecido. Não que a história seja surpreendente ou inventiva, mas porque a história é muito rica e consegue nos transportar para uma região quase desconhecida para nós brasileiros.

4. Calvin & Hobbes – The Days Are Just Packed – Bill Waterson (Jul/08)

Descobri que meu amigo Vicente tem a coleção completa, só que em inglês. Ele me emprestou este aqui. Tive de desempoeirar meu dicionário, já que o nível aqui é bem mais elevado que o de seriados americanos que estou acostumado. Não consigo mais comentar sobre Calvin e Haroldo: leitura simplesmente obrigatória.

5. Calvin & Hobbes – Bill Waterson (Ago/08)

Mais Calvin e Haroldo em inglês. Neste livro, em particular, o Bill está inspiradíssimo.

6. Seu Balde Está Cheio? – Bill Waterson (Set/08)

Esse é o típico livro de auto-ajuda. O li por estar na minha lista de livros de MBA, mas só recomendo para aqueles que estão seguindo a lista ou para quem gosta do gênero, pois isoladamente não vejo tanto valor nesse tipo de livro, mas como uma fonte de inspiração e motivação profissional, vejo que funcionam bem e até li que é uma boa estar sempre lendo este tipo de livro com este fim. Ou seja, se não são muito densos, podendo ser resumidos em poucos parágrafos, sem muita perda, uma coleção destes livros podem conter uma boa dose de informação, relevante para levra uma vida interessante. A idéia de balde aqui é que atitude positivas enchem o seu balde e as negativas esvaziam, sendo que qyeremos sempre estar com o balde cheio e que não podemos enchê-lo olhando para o prórpio umbigo, mas sim buscando ajudar os próximos, por exemplo. Ou seja, é difícl ser feliz sendo um eremita…

7. Emprego de A a Z – Max Gehringer (Set/08)

Este livro do Max tem como defeito o fato de ser repetitivo. Como parece ser uma compilação de vários textos, pode-se ver que Max volta e meia diz a mesma coisa de formas diferentes, o que pode ser bom num blog, que não fica muito bom num livro. Apesar disso, o livro é muito bom. Recomendo a leitura. E o melhor: ele te dá várias chances de entender o que quer dizer.

8. A Última Grande Lição – Mitch Albom (Nov/08)

Um livro do tipo ‘Ao mestre com carinho’, só que numa história real. Mitch Albom reencontra um ex-professor, Morrie Schwartz, com quem no passado teve uma relação muito próxima mas vinte anos encontra-se à beira da morte. Com o contato e a afeição restabelecidos, Mitch passou a visitar Morrie todas as terças-feiras, tentando sorver seus últimos ensinamentos. O que mais me interessou, mais que as “lições de vida” e a forma corajosa de Morrie encarar a morte, bastante inspiradas em idéias budistas de desapego e aceitação do próprio destino, foram as histórias de vida do autor Mitch e do professor Morrie, bastante comuns e que servem de ilustração de como podemos fazer de uma vida algo bastante banal ou algo marcante, dependendo de como nos relacionamos com os amigos e familiares.

9. Os Cabeças-de-Planilha – Luis Nassif (Dez/08)

No livro, Nassif é bastante crítico do Estado voltado para o mercado financeiro, em detrimento das atividades produtivas, explicitando como
os economistas que elaboraram e implementaram o “Plano Real”, em 1994, tomaram descisões que favoreceram o ganho de dinheiro pelo mercado financeiro, para depois se beneficiarem, como sócios ou administradores de empresas do setor. No livro também há uma entrevista do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, mostrando que mesmo com toda a sua erudição acadêmica, ele não podia saber tudo e ficou vendido nas mãos desta equipe econômica. Argumenta que o importante foi a eficácia do Plano Real em acabar com a inflação, mesmo que o custo tenha sido o do endividamento do país e consequente enriquecimento de elites financeiras. Uma leitura para quem quer entender melhor o país e gosta de história e economia, ou seja, um público mais restrito.

10. A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak (Dez/08)

A história de uma menina pobre nos arredores de Munique durante a Segunda Grande Guerra. Pais adotivos, melhor amigo e Judeu escondido. São elementos nada originais, presentes em outras histórias. Foi essa a primeira impressão que tive do livro. No entanto, não é seu elemento mais original, o fato da história ser narrada pela Morte em “pessoa”, que valoriza o livro de Markus Zusak. Ele consegue, com histórias mais ou menos previsíveis construir uma narrativa capaz de emocionar qualquer um. Com seus momentos mais trágicos restritos a poucas páginas da história, conseguimos ter o prazer de conhecer vários personagens notáveis num cenário fértil para tragédias. Foi uma boa leitura de Natal, já que a historia valoriza o que realmente é importante: a presença de familiares e amigos nos momentos mais difíceis de nossas vidas.

11. As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu – Mitch Albom (Dez/08)

A história está bem explicada no título do livro, um senhor morre e encontra cinco pessoas no céu, que o ajudam a entender o sentido de sua vida. As cinco pessoas não são necessariamente conhecidas do personagem Eddie, o defunto principal da história, mas todos estão ligados a ele de alguma forma. A moral do livro é justamente percebermos que estamos todos, de algum modo, conectados e que somos seres humanos, que cometemos erros, muitas vezes graves, que devem sempre ser perdoados, pois no final o que importa não é quanto se odeia na vida, mas sim o que se ama. Boa história para o período de final de ano, quando costumamos reavaliar nossas vidas e traçar nossos planos de futuro.

12. O Gerente Eficaz – Peter Drucker (Dez/08)

Este livro está na lista do MBA caseiro. Quando perguntei na livraria se tinha aquele livro, me disseram que é um clássico. De fato é um livro da década de 60 (acredito que da primeira metade). Lendo o livro vi que muitos livros de auto-ajuda famosos beberam desta fonte para serem produzido. Uma frase de Gerente rende um livro inteiro. Assim, apesar de fino o livro é lido acompanhado de muita reflexão. Continua atual pois praticar suas recomendações não é fácil. Impossível não pensar no seu trabalho e avaliar se você está ou não sendo eficaz. Boa leitura para quem quer refletir sobre sua vida profissional. Um dos pontos mais enfatizados por Drucker (o pai da administração) é que é possível aprender a ser eficaz, ou seja, trabalhar para produzir resultados desejados. Caso contrário as mega-organizações modernas estariam fadadas ao fracasso. Tantos anos depois de escrito, fico pensando se Drucker não mudou de idéia…

2009

1. O Melhor de Max Gehringer – Max Gehringer (Fev/09)

Max é multimídia: escreve em revista, apresenta um programa no Fantástico, escreve livros e apresenta um programa na rádio CBN. Em o melhor de Max Gehringer na CBN, temos um livro com a compilação dos programas do Max na rádio. Interessante ler o prefácio, escrito pela responsável por convidar Max para a CBN, revelando que Max não achava que conseguiria produzir um comentário diário por mais de seis meses. O livro reúne 120 comentários dos primeiros 2 anos de Max a frente do seu programa, um dos líderes da emissora. Mostra de que mesmo um guru pode estar errado sobre si mesmo. Nunca esqueço que o Elvis Presley buscou a carreira no cinema pois achava que o Rock não tinha futuro…

O livro acaba repetindo o que li no ano passado, mostrando que um dos segredos do sucesso está em reciclar os seu próprio material sem parecer repetitivo. Mesmo assim, valeu a pena ler este outro livro de Max e relembrar alguns dos ótimos programas que ele apresentou ao longo destes anos. Resta torcer que ele continue com a criatividade em alta em seus programas na rádio e tenha uma ideia de livro que não seja apenas uma compilação de seus programas e textos.

2. Quem Mexeu No Meu Queijo – Spencer Johnson (Fev/09)

Quem Mexeu No Meu Queijo é um livro de auto-ajuda. Geralmente esse tipo de livro se caracteriza pela defesa de uma idéia ao longo de não mais que 100 páginas. São livros baratos e acessíveis, que nos ajudam a refletir sobre algum tema. No caso de Quem Mexeu no Meu Queijo o tema é Mudança, aceitar que a vida é cheia de mudanças e que ao invés da revolta pela perda e o apego ao antigo devemos aceitar e abraçar o novo.

A idéia não é nova. Heráclito, filósofo pré-socrático, já dizia que “tudo flui, nada persiste, nem permanece o mesmo” e que “não é possível mergulhar os pés dua vezes sobre o mesmo rio”. Ou seja: a única coisa garantida nesta vida é de que as coisas mudam. O livro defende que devemos abrir os olhos para as pequenas mudanças que em geral prenunciam as grandes mudanças.

Ler Meu Queijo é refletir sobre as inúmeras oportunidades em que nos vimos em uma transição, em um momento de mudança e como nos comportamos então. Na minha opinião, Meu Queijo não é sobre gostar ou não da mudanças, mas sobre aceitar a nova condição, sob o risco de ao não fazê-lo pagar um preço elevado. Nestes tempos em que tantos estão perdendo emprego, a mensagem é estar atento aos riscos e não ser pego de surpresa. Caso você entre para as estatísticas, o melhor é vencer o mais rápido possível a etapa de negação e correr logo atrás do seu “novo queijo” neste caso um novo emprego mesmo.

3. Amor, Pobreza e Guerra – Christopher Hitchens (Mar/09)

O livro de Christopher Hitchens, “Amor, Pobreza e Guerra“, reúne vários ensaios do escritor inglês, que no Brasil escreve quinzenalmente na revista Época. Hitchens parece uma versão inglesa do nosso Diogo Mainardi, com sua insistência em polemizar sobre tudo e com todos.

No livro, “amor” corresponde a primeira parte do livro, com seus artigos sobre literatura, a “pobreza” corresponde a segunda parte do livro, com artigos em que espinafra figuras como Mel Gibson, Michael Moore e até Madre Teresa. Finalmente na terceira parte do livro, a “guerra“ contra o Terror, que ele apoiou mesmo criticando seus patrocinadores Bush e Blair, muito por sua condição de cidadão de Washington e jornalista que cobriu o drama dos curdos no Iraque.

Uma boa leitura para se ter uma visão menos óbvia dos principais acontecimentos políticos do início do novo século e sobre algumas figurinhas fáceis da literatura e cultura mundial.

4. O Princípio da Sabedoria – Gutemberg de Macedo (Mar/09)

O livro “O Princípio da Sabedoria” de Gutemberg B. de Macedo, um consultor de carreiras, indica a leitura dos Provérbios de Salomão para orientar a carreira e a vida particular, como um bom caminho para se chegar à sabedoria. No livro aprende-se que enquanto inteligência é a capacidade de adquirir e reter conhecimento, sabedoria é a capacidade de aplicar corretamente esse conhecimento. E os provérbios de Salomão, segundo Gutemberg, são uma ótima fonte para se conseguir agir com sabedoria.

No livro, Gutemberg mostra como muitas das dicas encontradas em manuais de auto-ajuda já estavam nesse “livro” escrito muitos anos antes de Cristo. Embora fuja do rótulo de livro de auto-ajuda e de livro religioso, não é possível negar que “O Princípio da Sabedoria” não deixa de ser ambos. O livro de Gutemberg, embora um pouco carregado demais do aspecto religioso, funciona bem para fundamentar esse comportamento, utilizando outro caminho original para mostrar que para ser um bom profissional temos que buscar ser um bom ser humano. Que sucesso não implica em atingir o mais alto cargo da companhia, muitas vezes ocupado por pessoas muito inteligentes, mas que não possuem nem um pouco de sabedoria.

5. Execução – Larry Bossidy e Ram Charam (Jun/09)

Já tinha lido bastante sobre a prevalência da execução sobre o planejamento, uma idéia defendida pelo Tom Peters. Isso muito me interessa pois tenho atuado, profissionalmente muito na área de planejamento da empresa e reconheço o distanciamento deta para as áreas operacionais.

Execução está longe de ser um livro que prega uma revolução. Apenas defende que se deixe de supervalorizar a estratégia (sem esquecê-la), para dar mais atenção aos planos operacionais e à seleção de pessoal adequado para executar tal plano. A mesnsagem mais interesante que li foi a de que não se pode mais aceitar gestores que são apenas responsáveis pela estratégia, como se fosse um sábio vivendo na motanha, deixando para os povo da planície a responsabilidade pela execução. A execução deve ser uma obsessão do Presidente da empresa, sob o risco deste ser um líder maravilhoso, capaz de elaborar o plano perfeito que levaria a empresa ao sucesso, e fracassar simplesmente por que sua estratégia está longe de ser executada a contento, ou por não ter as pessoas certas nos luagres certos com a motivação devida, ou porque esqueceu de planejar o “como” fazer além do “o quê”.

Recomendo a leitura, mas tome cuidado com os preços abusivos – paguei 70 reais na livraria do aeroporto de Confins. Um preço mais que abusivo para o livro.

6. A Cabeça de Steve Jobs – Gutemberg de Macedo (Jun/09)

Confesso que sou fan do Steve Jobs. E toda biografia tem o potencial de destruir mitos ao expor o homem por traz do mito. Após a leitura do livro continuei fã do Steve, um ídolo que talvez não quisesse como amigo ou chefe, mas que não deixo e admirá-lo menos por isso.  No livro de Leander vemos que Jobs utilizou deste subterfurgio para testar a reação da candidata, já que Steve gosta de contratar funcionários que sejam capazes de responder até a insultos do CEO da empresa.

7. Diário de Um Banana – Jeff Kinney (Jul/09)

Greg é o protagonista da história, cujo formato de diário é muito adequado para retratar a história de um adolescente, metido em seu mundo. Seus amigos eram meros coadjuvantes, dos quais Greg se aproveitava sem dó. No decorrer da história vemos que seus amigos eram pessoas interessantes, bem ao contrário do que a narração de Greg e os desenhos de Jeff Kinney fazia parecer. Interessante ver como Greg fica perdido sem seus amigos, quando estes se davam bem e ele não.

Diário de um Banana é um prato cheio para quem gosta de HQ e biografias. Os desenhos são sobre folhas pautadas, reforçando o aspecto de diário do livro. A história parece aqueles filmes com narração de fundo, estilo Juno. Os desenhos casam muito bem com a narração, implacável com amigos e inimigos do garoto. Impossível deixar de pensar sobre sua própria vida enquanto nos divertimos com as enrascadas do pobre Greg, em sua luta para se dar bem em um ambiente tão competitivo e perigoso quanto uma escola. Enfim, a história de qualquer um.

8. Reimagine – Tom Peters (Ago/09)

9. Executivos Neuróticos, Empresas Nervosas – Thomaz Wood Jr. (Ago/09)

10. As Intrépidas Aventuras de um Jovem Executivo – Daniel H. Pink (Set/09)

11. Bola Fora – Paulo Vinicius Coelho (Nov/09)

12. Uma Breve História do Mundo – Geoffrey Blainey (Nov/09)

13. Baltimore e o Vampiro – Mike Mignola e Christopher Golden (Dez/09)